Hoje fui ao cinema.Foi estranho.Ao mesmo tempo em que todas as cadeiras estavam ocupadas,pareciam estarem vazias,era o que eu conseguia ver.
Enquanto o filme passava,entre a comédia e o drama,chorava e ria.Eram sentimentos tão alusivos,que parecia que o filme me assistia.
Ahh me lembro principalmente do momento em que surgiu um silêncio e que tudo parou,bom quase tudo.'Eu' me movia,é movia tanto,que os meus movimentos se tornaram constantes naquela sala escura e fria.Cheguei a pensar que era um robô programado a fazer tudo parecer com a solidão.Mas pensando bem robôs não chora e nem ri,na verdade eles não tem sentimentos.
Fui pra casa,e antes que pudesse chegar ao meu portão percebi uma coisa estranha,algo diferente na rua.Será que errei o endereço?Não,o erro não tinha sido meu dessa vez.O erro era daquela cor estranha,tão diferente da minha realidade,contraditório a minha vida.Mas eu sabia o nome dela era.......Amarela.Quando percebi dei de cara com aquele muro de cor amarela.
Talvez seja egoísmo saber que aquele muro tão sem vida,esbanjava alegria.E eu aqui tão triste,e tão viva.
Cheguei em casa,deixei que a alegria daquele amarelo invadisse minha alma,acho que por um dia pude dizer:- me sinto alegre!
Entrei no meu quarto,sentei na minha cama,peguei minha caderneta e começei a escrever sobre aquele encontro.
Acabei me apaixonando por ele,era tão inevitavél que aconteceu.
A partir daquele dia,eu não conseguia sair de casa sem pelo menos dar uma olhadinha no muro de cor amarela.Cheguei a até colocar um banco do outro lado da rua para que eu pudesse por longas horas olhar,admirar o muro.
Pensei em pintar o muro da minha casa de Amarelo,mas aquele muro era especial,não teria como igualizar eles.
Fotografei o muro de cima a baixo.
Ele tinha se tornado meu aliado.Cheguei até a conversar com ele quando não havia ninguém na rua.
Depois que conheci ele,minha pacata vida tornou-se em uma vida cheia de "vida".
Queria poder compartilhar esse sentimento,porém havia um impedimento....Meu ciúmes era muito grande!
CONTINUA...